Relato confessional:
A capacidade de ser e ver o mundo (principalmente as pessoas), com a lente da empatia, desapareceu definitivamente para mim. E vou contar o por quê:
Minha primeira vítima, Jessica, foi assassinada na data do dia 19 de março de 2025. Jamais esquecerei desse episódio em que, com apenas um único tiro, acertei em cheio seu coração, que veio a explodir.
Não sobrou nada dele para contar a história de como ela era: um ser tolerante, resiliente e amável. Também bem gorda, bem feliz, bem inocente, bem prepotente, bem cega, bem deslumbrada, bem tantas coisas assim meio medíocres era ela, tadinha.
No ato, vestia uma saia de tule violeta para o carnaval, um body de lingerie rendado preto, talvez trajasse umas orelhas de coelha que faziam parte da máscara que comprara na véspera para usar em situações íntimas com seu até então "marido", como ele se intitulava, já que a atribuíra o papel de esposa.
Pula para o funeral: ato digno de aplausos e surpresas, coroado com muitas tintas, cola fresca, bagunça criativa, descobertas artísticas e psíquicas. Passado esse feito então, Jessica foi devidamente enterrada e novamente encaminhada a seu lugar de origem.
Depois dela, outras mortes foram-me encarregadas e belamente assim cumpridas: assassinei a sangue frio o tal "marido" da Jessica que, lenta e gradualmente, teve uma morte pública, exposta e assistida por uma série de pessoas, as quais vibraram com cada faca enfiada, cada corte mais fundo, até que dele não sobraram muitos pedaços para compor em um caixão. Para tanto então, acabou sendo conduzido e transferido para o seu castelo em outra cidade.
Naquele momento, o gostinho pelo crime e o fato de tirar a vida das personas, começou a me parecer um tanto bom, inevitável e muito satisfatório.
Os subsequentes foram vindo em uma cadeia de revelações cronológicas. No caso, sem o marido e sem a esposa vivos, obviamente sobrou para o relacionamento. Esse eu matei com gosto. Foi uma forma de morte cruel, deliciosa. Poderia dizer que foi quando comecei a entender Hannibal Lecter um pouco melhor (pausa para a quebra da quarta parede: nesse exato momento vou para o google pesquisar qual a melhor ordem de assistir a trilogia dos filmes sobre ele hehehe).
O tal relacionamento estava em negação profunda, houvera um abismo onde ele se meteu, e nada o fazia sair dali, talvez ele quisesse mesmo se matar. Passando fome, frio e já muito fraco, ficava lá nas profundezas sombrias e eu aqui de cima, como espectadora da tortura toda. Passou alguns meses agonizante até morrer de inanição, ou calor extremo, não sei dizer qual foi a causa principal. Eu apenas o deixei lá para sofrer, de tudo isso mesmo. Quando parou de emanar qualquer sinal vital, tirei-o de lá e o cremei, sem dó, nem orações, sem despedidas fúnebres, sem espectadores ou almas benevolentes que pudessem orar para seu encaminhamento pós mortem. Ok, menos um. Próximo.
Talvez no próximo eu seria mais atuante e cruel, sentia falta já de agir com força bruta, sabe? E a resposta veio sem muito pensar: que tal assassinar a família toda? Hummm, quem nunca quis fazer isso, confesse-me! Já ausentes de seus membros primordiais, não havia qualquer motivo aparente para a "tal família" continuar existindo, lá fui eu para mais essa árdua missão.
Sinceramente a família foi de todos, o mais fácil de matar. Precisava só de uma arma bem letal de longo alcance para garantir que a missão seria bem sucedida de fato, e assim o foi. Querem saber como? Ficaram curiosos? Ahhhh essa parte da história, só conto mediante pedido nos comentários, meus amados leitores, apesar de ser um blog 18+, preciso avisar que não é uma leitura moderada. Portanto, os corajosos que se atrevam. Só posso dizer que transfigurada estava a família, sem caixão aberto, apenas uma coroa de flores do campo com os dizeres lamentáveis normais os quais todos já estão acostumados.
Passou-se o tempo, não muito, mas o suficiente para me fazer refletir sobre esse lugar de assassina e também enlutada, que me encontrara. E para meu o espanto, reparo, que ainda havia uma persona que faleceu e por último, mas que não teve a mesma sorte ou relevância dos demais mortos-vivos que perambulam em meu entorno, dia e noite, os tais "fantasmas" como mencionou uma parente próxima minha, ainda hoje.
Acreditem ou não, faltava alguém fundamental, viva ou morta, sempre a falta dela é algo traumático, uma visão de mais do que simples negação, uma falta de tudo, de porto, de razão, de limites, de bondade, de amor: a tal da mãe. Como pode? Como pude esquece-la dessa conta? Talvez tenha a esquecido por que, ao começar a transgredir fazendo algo tão primordial, como é o ato de tirar a vida de algo ou alguém, quebramos alguns de nossos valores morais mais fortes, não é o mesmo que contar uma mentira aqui, roubar algo ali, é bem mais profundo e requer um alto grau de frieza, de controle e de, pasmem, sanidade! A primeira vítima sempre será lembrada, lógico, fora sido um marco, uma perda de virgindade ao crime. Mas a segunda, nem tanto, e as próximas você já nem contabiliza. É... bem curioso mesmo.
Mas voltando a mãe, quando me deparei com a falta dela, entendi muita coisa sobre mim mesma. Milhares de fichas estarrecidas no chão brilharam em insights gigantes e profanos. E a partir deles pude entrar em uma porta que até então parecia uma parede, um fim de túnel, só que não. O episódio da mãe, de seu sumiço e seu assassinato será em outro capítulo, outra texto, outro relato. Ele é muito especial para simplesmente ser esquecido e depois lembrado, quiçá ser apenas um parágrafo nessa história que apresento a vocês.
Começo a rir sozinha já imaginando algumas pessoas dizendo: olha aí, ela confessando tudo! A patética, a maluca, a desocupada e agora criminosa! Tá mais que provado por aqui o quanto ela merece estar presa, ou pelo menos com restrições, internada talvez. Pobres criaturas... que não enxergam além do seu próprio rabo, que se esmeram em tornar suas vidas banais, apenas uma reprodução de tudo e de todos. Pessoas que não possuem alguém por dentro, são sem identidade, sem imaginação, sem vida, sem nada. Tenho pena de vocês hahahaha.
Finalizando sem rodeios, somos a única espécie (homo sapiens) que tem a noção da própria morte, que ela existe e que chegará algum dia, muito em breve, eu diria. E se tem algo que me intriga é, pensar e tentar entender nossa capacidade psíquica gigantesca de, matar pessoas elas ainda estando vivas em vida. Sabe que sinto que somente o ser humano consegue fazer isso? Penso também que, se por acaso você quiser saber, eu não sinto nada em relação aos assassinatos em si, nem arrependimento, nem remorso, nem raiva, nem alegria. nada.
E sendo um pouco mais detalhista nesse momento, fazendo aquela analise sobre o ano que passou, 2025 foi o ano da chacina real, mas foi mesmo o ano em que eu me tornei uma assassina. Sim, de fato, assumo e não estou preocupada com isso. Pense o que você quiser. Então posso agora também observar que me volto para o luto. Desde o luto do meu pai, (que por favor, não fui eu quem matou ok?) que foi eu quem o conduziu até seu último suspiro (terá um capítulo sobre ele, a parte também), depois o luto da Jessica, o luto do marido, da esposa (que acabei esquecendo como foi de tão insignificante), o luto do relacionamento, o luto da família, da mãe, e de tantas outras pequenas criaturas que morreram pelo meio desse caminho. Atribuo esse ano a um ano de uma transformação gigante, mortes sucedidas de reflexões, de descobertas, de amadurecimento, de atitudes surpreendentes e consequências abismais.
Aguarde os próximos capítulos.
RJ
vc conhece o site the porn dude?
Não, conta
10:31
eu descobri 2 plataformas
10:38//
meio oldschool indexados no google
10:38 M/
daquele jeito que a gente gosta
10:39 J
e tem muita coisa estranha
10:39 //
e legal 10:39/l
hahahaha 10:39/// bodia 10:39///
depois da uma olhada ali? 10:39Vll ve o que tu acha to indo atras dos dispositivos todos
10:39J
Chegando em casa eu já vejo e te falo
10:40
ta
10:40 //
Hoje
que essa porra de 2026 seja ao menos vivivel
03:07 /
com mais prazeres do que fazeres
03:08V
com mais tiros certeiros (olha ai a dica)
03-08V
e mais vida real e menos matrix (essa é pra mim)
03:08 V
Escrever mensagem...
:D)
Ah! E para alguma alma mortal que não o conheça ainda, apresnto-lhes <3



