Um pequeno corpo de ser, constava de 3 anos de existência no ocorrido, é um pequeno corpo já revelando algumas curvas e músculos, que já fica em pé, forte. Pode correr bem rápido, sentindo o início de algo próximo a uma pequena liberdade. Um corpo frágil, inocente, ingênuo, genuíno, onde o máximo é poder imitar alguém de quem goste, ou papai, mamãe,...... bebê? Também habita um pequeno corpo de 3 anos em minha casa, tão pequeno, tão frágil, mas tão pronto. Ela empina, rola, salta, grita, dá risada, tem vida dentro do corpo de 3 anos dela. Eu sei bem como é essa anatomia, onde ela esteve por seus pequenos quase 4 anos e contar mais 36 semanas dentro de mim. Eu acompanhei esse corpo crescer, e como foi rápido que isso se deu. O corpo aqui de casa, não me pertence, mas também não tem ainda alguém dentro dele capaz de ser alguém já constituído de razão pura para se pertencer. O corpinho que era outro, aquele do início que mencionei, não paira por essas estancias de minha casa. Ao contrário, ao que consta, habitava um lugar muito longe daqui. Ele me marcou profundamente, e mesmo estando eu em fases infinitas de luto, agora um novo, o da minha voz, me fez romper o silêncio dos meu dedos e postou-me aqui para deixar esse registro. Pequeno corpinho de alguém que não tinha nem começado a se fazer presente, já perdeu totalmente sua presença, ela foi ceifada por alguém de quem ganhou a vida. Não sei se eu me fiz entender, é complicado até para mim, conseguir tragar essa história. Esse corpinho deixou a vida depois de sofrer diversas violências brutais. Não é só o corpo que sofre a dor, mas a alma e quando a alma é ceifada, agredida, violentada, não se tem o remendar, o regenerar, verbo tão potente que só seres vivos tem como poder divino. Onde está o tal divino aqui? Onde estamos? Para onde estamos indo como seres humanos? Eu não tenho como sentir mais pesar.
23 agosto 2026
24 junho 2026
Eu sou Mãe de Vento,
- Daí o texto começa assim ó, né ta no diário, 20 de junho de 2026 às 2h28 da manhã.
“É que nem ouvir Radiohead sem ter conhecido a Naiara.”
Aí eu fiz uma seta.
O pensamento era sobre o que a tristeza é.
Sinto que a tristeza é o contrário de amar.
O mesmo tanto de amor que se pode sentir é inversamente proporcional ao tanto que se pode “tristeziar”.
Tristeziar alguém não é o mesmo que odiar alguém.
É um sentimento tão grande e avassalador que não entendo porque não é um verbo de direção ao objeto, como o ódio. O ódio pode ser dirigido tanto a um objeto quanto a um sujeito, a tristeza não.
A tristeza é passiva, é pessoal, é solitária. Ela é vitimista, é independente, é irmã gêmea do abismo.
Ela não pede licença. Tem carteirinha branca, passe livre.
É velha e prepotente como eu, igual. Será que eu também sou sua gêmea?
Tristeza deveria ser verbo de ação, ativo e direcionado.
Será que é por isso que se ressente?
Será que é por isso que a tristeza é tão cruel?
Será que é porque eu não posso dizer: eu te “entristezo”, seu filho da puta, eu te entristezo a ponto de querer que você engula uma granada e morra, explodindo por dentro, mesmo que essa pessoa seja eu.
Então, tanto o ódio como a tristeza podem ser sobre você mesma(o).
Mas o ódio é doutor, é bruto, é a violência, é Marte, é mais rápido e passageiro. Já a tristeza é cruel, é sádica, é silenciosa, invisível, muitas vezes até imperceptível, é traiçoeira, é devasta, é psíquica, é um verbo mortal da espera e ela não é verbo de ação, ela é ativa mais do que a gente pensa, mas ela age só em e para nós.
Ela não pode matar o outro, só a nós mesmos.
Talvez esteja aí o seu maior poder, pois se porventura ela vir a assassinar quem a possui, logo, pode ser que também mate o outro que a gerou, por tabela.
Hum, isso me parece uma vingança, muito maior do que se o assassino fosse o ódio.
.
Que dúvida.
"
Ódio é o mesmo que jamais poder parir.
"
Tristeza é, mesmo amando incondicionalmente sua filha, enxergar nela eventualmente, o rosto de quem você odeia.
Não entendi.
23 junho 2026
22 junho 2026
1º Ato
squeci de te perguntar muitas coisas. Estou atrasada, pensando em todos os sábados em que você não estava. Em todos os eventos importantes que eu te queria presente e minha vista não te achava, teu abraço ficava distante, sempre foi assim né? Não me lembro de muitos abraços, na verdade pouquíssimos nos demos, que pena. A dinâmica entre a gente era mais sobre criar, ver filmes, ouvir e decorar músicas, e como isso era bom! Você mantinha meu mundo girando e mesmo sem perceber me instigou a pensar, desde muito cedo, PAI.
20 junho 2026
Querem uma prova?
Uma prova de que, a probabilidade de você só se relacionar a partir de agora com seres que são um não ser, talvez uma miragem? um escrutínio irrelevante, uma mera caricatura, mal feita diga-se de passagem, de dejetos paridos (de mulheres que são a humanidade inteira infelizmente?). QUEM MERDA
QUE MERDA
QUE ODIO
tá é isso, lide com isso
A prova, magicamente vou provar pra você, quer ver?
Então ta... mas cuidado para não ficar como eu ao final,
só um conselho de brother mesmo
hahahaha
Segue:
A seguir te mostro uma bela magia em forma de texto, ok?
Então..
.... respira antes...
ok
vamos la:
Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
18 junho 2026
Identidades Falando - mayday mayday
Estava eu conversando com um dos meus psicanalistas hoje, e entramos em um lugar sobre eu não ser ninguém. Abriu em mim novamente um abismo profundo, negro e ridículo, daqueles que irá entrar na minha coleção de besteiras que carrego na bagagem da minha prepotencia inocente xxx (ainda nào comentei sobre ela aqui, ja tem um texto mas precis transcrever, em breve o farei e entao esse fará mais sentido, mas nào to preocupada com isso, nào existe alguem aqui que de fato o está mesmo, meus querido leitores fieis invisiveis inexistentes). Mas voltando ao que interessa, essa tematica tem conexo com a tal busca de identidade, ou a fuga dela. esse tema também tem rodeado minha mente, entre tantos outros que circundam meus seres diariamente. minha identidade nao é so uma, esse é o problema, ou seria a solucao? esse é o caos, mas nao é do caos que se crio o cosmos? a ordenacao unirvesal e a busca da tao escencial zona de conforto que pra mim nao é conforto algum, é um incomodo. e sempre foi. o dificil foi ter tomado concsciencia disso... na verdade minhas questoes sempre foram de ordem da cosciencia, pois elas sempre exiostiram, sempre estiveram la desde muito muito cedo. nao me pergunte nada, eu nao faco ideia do por queê, simplesmente sou assim, nao consigo ser de outro jeito, a nao ser quando fumo maconha em temporadas, digo quanbdo ingresso em temporadas de chapadeiras, elas sao sazonais e xxxx aquela palavra do filme das patricinhas maravilhosa
minhas questão sao do tipo você ja testou quantos emeeles de água você consegue ingerir de uma vez só? sem muito hiato? você ja ficou nervoso ao saber de algo a ponto de sentir as pernas ficarem independetes do seu corpo e andarem de um lado pra outro sem parar entao você começa a sua feito um porcop se é que porcos suam edo nada pode estar o maior frio do mundo e depois sentar na frente do computador e perguntar para ia o que aconteceu com o seu corpo? e entao se aclmar ao entednder que você é um ser jhumano e que tem um corpo? você ja observou o gosto de um remedio quando você o ingere e que ele é uma combinacao de elementos quimicos ora naturais maias manipulados com outros elementos quimicos que podem em certa dose te fazer ter uma reaao maluca a qual vc nao tem o minimo cpontrole? vocwe ja tomou uma bala ou um lcd que é uma droga
14 junho 2026
05 junho 2026
Da Ordinária Dialética 1
acontece que te encontro por perto assim, nem mais, nem menos. vez ou outra quando abro uma pasta aqui outra ali, ou acho um bloco antigo meu que no verso você assinou e não faço idéia do porquê. nessas horas me esforço tanto para estabelecer uma comunicação com o além, tento te encontrar pra só estabeler um diálogo mínimo que seja, qualquer palavra, qualquer assovio, já acalentaria meu coração. o luto é a única coisa que não morre.
A realidade é que nunca houve realidade alguma
Sempre foi uma fantasia (ponto final).
Essa afirmativa me rendeu um dia inteiro de choro exaustivo. Imagine-se você, por um momento de instante, tomar consciência de que, boa parte do que você viveu, não foi real.
E por que que a fantasia não pode ser a realidade?
Por que a fantasia compartilhada não pode ser a grande busca pelo o que podemos ser?
Se em Delfos já estava escrito:"conhece-te a ti mesmo", mesmo sendo um ode à racionalidade Apolonisíaca será que então, essa tão mágica e incrível fantasia não seria a nossa própria busca, a nossa própria jornada?
Será que não seria o espectro "parafernalhoso" um guia para os seres dotados do "ser", configurando-se um, quem sabe, facilitador?
Hum hum Hum, diga para mim.
