05 junho 2026
Ordinária Dialética
acontece que te encontro por perto assim, nem mais, nem menos. vez ou outra quando abro uma pasta aqui outra ali, ou acho um bloco antigo meu que no verso você assinou e não faço idéia do porquê. nessas horas me esforço tanto para estabelecer uma comunicação com o além, tento te encontrar pra só estabeler um diálogo mínimo que seja, qualquer palavra, qualquer assovio, já acalentaria meu coração. o luto é a única coisa que não morre.
A realidade é que nunca houve realidade alguma
Sempre foi uma fantasia (ponto final).
Essa afirmativa me rendeu um dia inteiro de choro exaustivo. Imagine-se você, por um momento de instante, tomar consciência de que, boa parte do que você viveu, não foi real.
E por que que a fantasia não pode ser a realidade?
Por que a fantasia compartilhada não pode ser a grande busca pelo o que podemos ser?
Se em Delfos já estava escrito:"conhece-te a ti mesmo", mesmo sendo um ode à racionalidade Apolonisíaca será que então, essa tão mágica e incrível fantasia não seria a nossa própria busca, a nossa própria jornada?
Será que não seria o espectro "parafernalhoso" um guia para os seres dotados do "ser", configurando-se um, quem sabe, facilitador?
Hum hum Hum, diga para mim.
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o espectro parafernolhoso
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Aliás, hoje é o dia do 𝜋
Parabéns Pi. Tenho certeza que você é especial, sem você uma porção de invenções tecnológicas não aconteceriam. O que é mais curioso 𝜋, é que até mesmo o Google fez homenagem pra ti, só que esqueceu de citar seus feitos, suas conquistas, sua real utilidade. Mais uma vez 𝜋, nos ancoramos em informações e fundamentos rasos, quase vazios, como nós, não é mesmo? Uma pena, mas o que eu posso te dizer? Apenas parabéns pelo seu dia!
Ainda sobre contar os dias, as horas, os minut...
Existe a lei do eterno retorno de Nietzsche que para mim é genial: ele questiona, se a vida fosse uma constante repetição de eventos, um looping eterno de acontecimentos iguais, você se arrependeria de suas decisões passadas e do que você viveu? Você aceitaria viver tudo novamente? E novamente, e novamente, eternamente?
É uma pergunta.
Pense sobre sua resposta.
Se quiser, compartilha aqui comigo.
Talvez nesse momento você comece a fazer mais trilhões de outras perguntas para responder a primeira ali de cima, eu mesma já estou me fazendo, ha algum tempo.
Por exemplo, para se decidir sobre esse assunto, como posso eu medir o estado dos eventos, se foram bons ou ruins, para querer de fato repeti-los eternamente?
Uma das formas, já respondo, é você criar uma régua para medir, certo?
Mas como?
Talvez começando com um filtro simples: quando um instante de vida é bom para você?
Para mim, é quando eu desejo que ele nunca acabe.
E desses instantes eu tive uma porção. Confesso.
