15 de janeiro de 2026

Lacrou!


 

Macaco bugio na rua peroba

Estava na praia, isolada com minhas filhas, em meio à enchente de maio de 2024. 
Deixei meus pais para trás, para ter um tempo com minha até "então família". 
Eram os últimos dias dele, e eu vi isso quando falei com ele pela última vez ao telefone. 
Lembro que estava com medo de estar perto dele, medo de ter que encarar a dura e cruel realidade, 
aquela que eu tanto prezo, a que eu insisto em viver por mais que seja cruel. 

De certa forma eu sabia, dentro e fora, estava bem nítido que ele não estava bem, mesmo. 

Meu pai foi o homem da minha vida. Mesmo o odiando muitas vezes, 
mesmo querendo ficar longe pra sempre. Ele sempre foi meu parceiro, meu cúmplice, 
meu crítico mais ferrenho (e único crítico de fato), meu inquisidor, minha régua, a pedra no meu sapato,
meu piloto da nossa espaço nave (o puma branco que era meu xodó) e também meu herói, mesmo sendo o oposto disso. 

Ele tinha algo de magnífico, catastrófico, medroso, gago, imponente, sábio, 
tímido, maconheiro. 

Sinto tanta falta de fumar um com ele. tanta, tanta, tanta mesmo. 

O cheiro da gaveta dele, que era o cheiro da minha infância, misturava maconha, 
com cordas de aço de violão, piteiras, restos de tabaco dos cigarros, tinha papel e 
mais algumas coisas que poderia chutar como palhetas, chicletes mordidos, 
canetas sem tampa, uma fitatape já reutilizada milhões de vezes (gravada com a mesma musica repetidamente dos dois lados). Talvez também tivesse algum livro, chuto que seja aquele que já está comigo ha muito tempo: Minutos de sabedoria. O qual uso hoje para me comunicar com ele. 
Que louca. Ele tem um tamanho que talvez nunca soubesse, ou talvez soubesse mas não se importava.
Mas eu sempre soube, do início ao fim, e uma prova disso foi o episódio na escola, quando ainda muito pequena (a ponto de não saber ler e nem escrever na época) me questionaram, em uma daquelas apresentações para o dia dos pais: Jéssica, por que você ama o seu pai? 
Prontamente eu respondi sem pestanejar: Porque ele é meu pai. Simples assim, então escuto algumas risadas pela plateia, de outros pais, óbvio, que surpresos com minha rápida resposta, um tanto ingênua, porém autêntica, sentiram uma pontinha de inveja, eu sei. Na verdade o que eles mais queriam era que os seus filhos também respondessem o mesmo que eu, ao contrário do que disseram: amo meu pai porque ele me dá presentes, me leva ao shopping ou para tomar sorvete, algo assim dessa esfera tão banal, simplista. Aliás, não lembro de ter sido levada por ele, uma única vez, ao shopping quando criança. Prioridades, não é mesmo? Só fizemos isso, em seus últimos anos, quando fomos juntos comprar calças jeans e camisas na Levis, as quais herdei e uso as vezes. Não sei porque esse episódio também ficou na minha memória.


De fato pai, admito que você teve uma filha diferente, e você sabia, e você era feliz por isso. 
Só não queria me contar, pra eu não ficar convencida. 
Na verdade pai, não lembro se em algum dia em nossas vidas, você chegou a dizer: eu te amo. 
Mas em compensação você me trouxe tudo o que o amor (do seu jeito) podia me dar: coerência, 
firmeza, força, determinação, convicção, um certo grau de dureza, proteção e coragem. 
Você me ensinou as melhores lições da minha vida, e se isso não é amor, eu não sei o que é.


Idiota! (mas a entonação é rápida e forte,
 
em um tom de aspereza sarcástica, 
uma piada interna)


Fora que você me ensinou a ser autodidata, gamer, programadora, violeira amadora, grande amante dos filmes de ficção e terror, lutando eternamente para que eu não ficasse desafinada pra toda vida. 
Não posso esquecer também de mencionar a história que começamos a escrever juntos no nosso 
486, com sistema DOS, tela preta, letras verde e rosa. Era uma história pós-apocalíptica sobre um pai e uma filha que só se alimentavam com pílulas comestíveis, só lembro bem mesmo dessa parte. 

Juro que eu poderia ficar infinitamente por aqui lembrando de tudo que a gente viveu juntos e também separados. Mas só pra não deixar de mencionar, uma das épocas mais legais que eu lembro, 
era de quando nos reuníamos todas as noite em frente à tv da sala, por volta das 20h, 
para assistir ao Beaves e Buthead, a gente se divertia muito. I am a cornolho!!!

PS.: a tua amadora está aqui, em volta de algumas questões, mas conseguindo voltar ao teu luto, 
que me fora temporariamente "roubado", mas já devolvido. Vamos ter bastante tempo ainda
para conversar e acertar as contas. Te amo.

Que saudade! 


    .   

3 de janeiro de 2026

Psicopata secundária... quem? eu? 👀

Hey, professor chachanin, como assim?? 

Eplique-se! 


Depois do relato confessional de uma assassina, que escrevi anteriormente, 
assisti novamente ao filme Silêncio dos Inocentes. Não lembrava de nada do filme, 
devo ter assistido quando muito nova. Mas lembro que ele estava guardado naquele 
lugar dos filmes perigosos e misteriosos para mim. Estava curiosa, queria saber 
o que eu sentiria ao assisti-lo novamente. 
Medo? Tesão? Nojo? Repulsa? Asco? Desejo? Prazer? Espanto? O que seria? 


Fique impressionada com o fato de ter me hipnotizado por Hannibal, 
que ser fantástico, sofisticado, atento, inteligente, genial. Um ser predatório, 
um bicho que usa todos os seus sentidos em prol de seus objetivos. 
Altamente sedutor, exigente, apaixonante.

Não ouso mais descrever o que eu senti, foram vários sentimentos misturados. 
Não cabem aqui e agora, preciso de mais tempo refletindo sobre isso. 
Mas ao assistir ao video do professor Sam Vaknin, entendi algumas coisas 
a meu respeito. Consegui me ver ali e isso me acalmou, me trouxe paz.

Para quem quer saber sobre o assunto do video:

1 de janeiro de 2026

2025: o ano da chacina.


Relato confessional:


A capacidade de ser e ver o mundo (principalmente as pessoas), com a lente da empatia, desapareceu definitivamente para mim. E vou contar o por quê: 

Minha primeira vítima, Jessica, foi assassinada na data do dia 19 de março de 2025. Jamais esquecerei desse episódio em que, com apenas um único tiro, acertei em cheio seu coração, que veio a explodir. 

Não sobrou nada dele para contar a história de como ela era: um ser tolerante, resiliente e amável. Também bem gorda, bem feliz, bem inocente, bem prepotente, bem cega, bem deslumbrada, bem tantas coisas assim meio medíocres era ela, tadinha. 

No ato, vestia uma saia de tule violeta para o carnaval, um body de lingerie rendado preto, talvez trajasse umas orelhas de coelha que faziam parte da máscara que comprara na véspera para usar em situações íntimas com seu até então "marido", como ele se intitulava, já que a atribuíra o papel de esposa.

Pula para o funeral: ato digno de aplausos e surpresas, coroado com muitas tintas, cola fresca, bagunça criativa, descobertas artísticas e psíquicas. Passado esse feito então, Jessica foi devidamente enterrada e novamente encaminhada a seu lugar de origem.

Depois dela, outras mortes foram-me encarregadas e belamente assim cumpridas: assassinei a sangue frio o tal "marido" da Jessica que, lenta e gradualmente, teve uma morte pública, exposta e assistida por uma série de pessoas, as quais vibraram com cada faca enfiada, cada corte mais fundo, até que dele não sobraram muitos pedaços para compor em um caixão. Para tanto então, acabou sendo conduzido e transferido para o seu castelo em outra cidade.

Naquele momento, o gostinho pelo crime e o fato de tirar a vida das personas, começou a me parecer um tanto bom, inevitável e muito satisfatório.

Os subsequentes foram vindo em uma cadeia de revelações cronológicas. No caso, sem o marido e sem a esposa vivos, obviamente sobrou para o relacionamento. Esse eu matei com gosto. Foi uma forma de morte cruel, deliciosa. Poderia dizer que foi quando comecei a entender Hannibal Lecter um pouco melhor (pausa para a quebra da quarta parede: nesse exato momento vou para o google pesquisar qual a melhor ordem de assistir a trilogia dos filmes sobre ele hehehe). 

O tal relacionamento estava em negação profunda, houvera um abismo onde ele se meteu, e nada o fazia sair dali, talvez ele quisesse mesmo se matar. Passando fome, frio e já muito fraco, ficava lá nas profundezas sombrias e eu aqui de cima, como espectadora da tortura toda. Passou alguns meses agonizante até morrer de inanição, ou calor extremo, não sei dizer qual foi a causa principal. Eu apenas o deixei lá para sofrer, de tudo isso mesmo. Quando parou de emanar qualquer sinal vital, tirei-o de lá e o cremei, sem dó, nem orações, sem despedidas fúnebres, sem espectadores ou almas benevolentes que pudessem orar para seu encaminhamento pós mortem. Ok, menos um. Próximo.

Talvez no próximo eu seria mais atuante e cruel, sentia falta já de agir com força bruta, sabe? E a resposta veio sem muito pensar: que tal assassinar a família toda? Hummm, quem nunca quis fazer isso, confesse-me! Já ausentes de seus membros primordiais, não havia qualquer motivo aparente para a "tal família" continuar existindo, lá fui eu para mais essa árdua missão. 

Sinceramente a família foi de todos, o mais fácil de matar. Precisava só de uma arma bem letal de longo alcance para garantir que a missão seria bem sucedida de fato, e assim o foi. Querem saber como? Ficaram curiosos? Ahhhh essa parte da história, só conto mediante pedido nos comentários, meus amados leitores, apesar de ser um blog 18+, preciso avisar que não é uma leitura moderada. Portanto, os corajosos que se atrevam. Só posso dizer que transfigurada estava a família, sem caixão aberto, apenas uma coroa de flores do campo com os dizeres lamentáveis normais os quais todos já estão acostumados.

Passou-se o tempo, não muito, mas o suficiente para me fazer refletir sobre esse lugar de assassina e também enlutada, que me encontrara. E para meu o espanto, reparo, que ainda havia uma persona que faleceu e por último, mas que não teve a mesma sorte ou relevância dos demais mortos-vivos que perambulam em meu entorno, dia e noite, os tais "fantasmas" como mencionou uma parente próxima minha, ainda hoje. 

Acreditem ou não, faltava alguém fundamental, viva ou morta, sempre a falta dela é algo traumático, uma visão de mais do que simples negação, uma falta de tudo, de porto, de razão, de limites, de bondade, de amor: a tal da mãe. Como pode? Como pude esquece-la dessa conta? Talvez tenha a esquecido por que, ao começar a transgredir fazendo algo tão primordial, como é o ato de tirar a vida de algo ou alguém, quebramos alguns de nossos valores morais mais fortes, não é o mesmo que contar uma mentira aqui, roubar algo ali, é bem mais profundo e requer um alto grau de frieza, de controle e de, pasmem, sanidade! A primeira vítima sempre será lembrada, lógico, fora sido um marco, uma perda de virgindade ao crime. Mas a segunda, nem tanto, e as próximas você já nem contabiliza. É... bem curioso mesmo.

Mas voltando a mãe, quando me deparei com a falta dela, entendi muita coisa sobre mim mesma. Milhares de fichas estarrecidas no chão brilharam em insights gigantes e profanos. E a partir deles pude entrar em uma porta que até então parecia uma parede, um fim de túnel, só que não. O episódio da mãe, de seu sumiço e seu assassinato será em outro capítulo, outra texto, outro relato. Ele é muito especial para simplesmente ser esquecido e depois lembrado, quiçá ser apenas um parágrafo nessa história que apresento a vocês. 

Começo a rir sozinha já imaginando algumas pessoas dizendo: olha aí, ela confessando tudo! A patética, a maluca, a desocupada e agora criminosa! Tá mais que provado por aqui o quanto ela merece estar presa, ou pelo menos com restrições, internada talvez. Pobres criaturas... que não enxergam além do seu próprio rabo, que se esmeram em tornar suas vidas banais, apenas uma reprodução de tudo e de todos. Pessoas que não possuem alguém por dentro, são sem identidade, sem imaginação, sem vida, sem nada. Tenho pena de vocês hahahaha.

Finalizando sem rodeios, somos a única espécie (homo sapiens) que tem a noção da própria morte, que ela existe e que chegará algum dia, muito em breve, eu diria. E se tem algo que me intriga é, pensar e tentar entender nossa capacidade psíquica gigantesca de, matar pessoas elas ainda estando vivas em vida. Sabe que sinto que somente o ser humano consegue fazer isso? Penso também que, se por acaso você quiser saber, eu não sinto nada em relação aos assassinatos em si, nem arrependimento, nem remorso, nem raiva, nem alegria. nada. 

E sendo um pouco mais detalhista nesse momento, fazendo aquela analise sobre o ano que passou, 2025 foi o ano da chacina real, mas foi mesmo o ano em que eu me tornei uma assassina. Sim, de fato, assumo e não estou preocupada com isso. Pense o que você quiser. Então posso agora também observar que me volto para o luto. Desde o luto do meu pai, (que por favor, não fui eu quem matou ok?) que foi eu quem o conduziu até seu último suspiro (terá um capítulo sobre ele, a parte também), depois o luto da Jessica, o luto do marido, da esposa (que acabei esquecendo como foi de tão insignificante), o luto do relacionamento, o luto da família, da mãe, e de tantas outras pequenas criaturas que morreram pelo meio desse caminho. Atribuo esse ano a um ano de uma transformação gigante, mortes sucedidas de reflexões, de descobertas, de amadurecimento, de atitudes surpreendentes e consequências abismais. 

Aguarde os próximos capítulos.

RJ

vc conhece o site the porn dude?

Não, conta

10:31

eu descobri 2 plataformas

10:38//

meio oldschool indexados no google

10:38 M/

daquele jeito que a gente gosta

10:39 J

e tem muita coisa estranha

10:39 //

e legal 10:39/l

hahahaha 10:39/// bodia 10:39///

depois da uma olhada ali? 10:39Vll ve o que tu acha to indo atras dos dispositivos todos

10:39J

Chegando em casa eu já vejo e te falo

10:40

ta

10:40 //

Hoje

que essa porra de 2026 seja ao menos vivivel

03:07 /

com mais prazeres do que fazeres

03:08V

com mais tiros certeiros (olha ai a dica)

03-08V

e mais vida real e menos matrix (essa é pra mim)

03:08 V

Escrever mensagem...

:D)


Ah! E para alguma alma mortal que não o conheça ainda, apresnto-lhes <3 

21 de dezembro de 2025

Palavra Mulher s.f


 

Amar também é admitir

que mal eu sabia

mas que falta eu sentia

da mesa posta 

para o café da manhã.

25 de novembro de 2025

Ouvir é amar

"Você tem que ter um amor no ouvido para ouvir"

"O ouvido tem que estar que nem um coração, sabe?"

 

Pingos de sabedoria de Viviane Mosé, que apesar de desconhecer totalmente minha existência, é a minha primeira mestra (nesse lugar de despertar). E só posso creditar esse fabuloso feito existencial à magia do algoritmo virtual (que ambas admiramos, por sinal).

e para amar a vida...

Para amar a vida, primeiro é preciso amar o tempo.

Para amar o tempo é preciso encará-lo de frente,

olha-lo nos olhos, conhece-lo através dessa lente, 

a da alma.


Para amar o tempo, 

deve-se convida-lo para ficar, tomar um chá,

ou apenas o acariciar 

as entranhas mais profundas.


Para amar a vida, então,

após se deleitar as margens das curvas do tempo 

que nos engole

deve-se fazer esse pacto de firmeza,

aceitar a sua natureza

e transmutar tudo isso

em alegrias.


Hoovering?

Inteligência?

Estratégia?


Amor?


Pulsão?


Como saber o que é ou não é a verdade? 

Mas para que serve a verdade mesmo?

Isso importa?

11 de novembro de 2025

o que meu coração sente ao ver e ouvir

 

ele pulsa e eu sinto pulsar dentro de mim.

Sobre Capitu e Bentinho, pouco sei, nunca foi uma história que me chamasse a atenção, até eu ver essa minissérie de 2008. Concluo que sou pouco romântica, mas quem disse que amor tem haver com o romântico? O que sempre soube e me identifico é que Capitu tinha olhos de ressaca, de cigana oblíqua e dissimulada. Muito eu. 

Será que isso é o amor? Para mim é.

A propósito, amor é sinônimo de inteligência.

já dizia Domingos de Oliveira <3 

E "poque"?

🫀

Por que o ícone do amor é o coração? 

Por que é vermelho? 


Eu chuto, ainda sem dados concretos verificados, que há bastante tempo, bastante mesmo, já havia-se observado que a dor do sentimento mais profundo e bom, é sentida por nós, bem próximo ao coração, aliás,  ali encontramos também um chakra bem importante, que chamamos coronário ou Anahata. Chakra são os pontos ou nódulos energéticos que temos em nosso corpo, são pontos específicos onde trabalham as nossas glândulas. 

Então fica um tanto evidente que esse é um dos motivos pelos quais existem essa representação, não desconsiderando outros fatores até então desconhecidos para mim.

Arte não se ensina

 


Arte se aprende

através da percepção natural das coisas.

Tá qui algo que ressoa em mim como amor. verdadeiro e absoluto.


(Antes das seis)

Amor líquido de Bauman, foi o meu primeiro contato com o termo, podendo se dizer assim, científico do objeto. Ainda não terminei de ler, mas já li o suficiente para captar algumas coisas, coisas essas ainda bem confusas em grande parte da minha mente, mas consigo argumentar caso você queira ter um bom diálogo a respeito comigo. 

De qualquer forma, a mais pura verdade para mim ressoa como uma conclusão tipo "insight": "Cara, nunca nos ensinaram a amar!" Que frustante! 

E então começa mais um desafio aqui dentro: Devo ir atrás disso, preciso investigar esse aspecto, esse objeto, esse paradoxo, esse negócio de amor. Então começo pensando, será que existe um senso comum, uma definição oficial e definitiva para "isso"? Amor, é verbo? É sujeito? Fiquei confusa e dei uma panicada aqui agora... como isso nunca veio para mim antes? 

Começo a devagar em uma tentativa frustante de achar um significado atento: na minha visão, para amar e ser amado, é preciso ser você mesmo, sem máscaras, sem fantasia, sem adereços, sem rodeios, sem medo. É preciso um ser inteiro para amar, será isso mesmo? O amor pode nunca chegar... BAH que foda!!! Mas fica tudo bem, mesmo assim, não sei!

O AMOR, esse objeto de estudo, é tão complexo e simples ao mesmo tempo, que despertou em mim aquele desejo interminável e infinito de investigação mais profunda. E então começo a me questionar de várias formas. O que é o amor? O que o amor causa? Quem inventou a palavra amor? Ou em primeira instancia, quem foi o primeiro a codificar esse objeto, delimitou suas bordas e a ele atribuiu uma série de outros objetos e significados?

Minhas Deusas, caí novamente naquele abismo abismal de vácuo e vazio da completa noção de que nada sei a respeito, inclusive de mim mesma. Que arrebatador, que estranho, que viagem, que loucura, que perfeito, que poético, que deleite (poder estudar isso rsrs), que magnanimo e magnífico, que muso inspirador, que tesão, que tudo!!!

Corro ao dicionário (de verdade!). Mas antes de sair correndo até a biblioteca, quero só registrar o que sinto de bate e pronto, saindo do ponto zero: Amar deveria ser natural e não ensinado, decorado e ensaiado. Pronto falei! Vou lá e já volto registrando por aqui tudo que começo a criar sobre isso.

[Dá-se início de um novo trabalho: Antes das Seis.]



Quem inventou o amor? 
Me explica por favor, por favor, 
por favorzinho...

31 de outubro de 2025

Iniciação aos Sortilégios




Primeiro deve-se aprender as leis e a primeira que veio até mim hoje, foi: 

A Lei da Polaridade. 


A polaridade é a chave do poder no sistema hermético. Como The Kybalion postula, tudo é dual; todas as verdades são meias-verdades; tudo contém o seu oposto; os extremos tocam-se; e todo par de opostos pode ser reconciliado. Saber isso é a chave para fazer o universo trabalhar para nós em vez de contra nós. Nas palavras de The Kybalion, "os opostos são realmente apenas dois extremos da mesma coisa, com muitos e variáveis graus entre eles." A ciência moderna opera com esse mesmo princípio.

Capra chama à unificação de opostos "uma das mais surpreendentes características'' da nova realidade. No nível subatômico, as partículas são destrutíveis e indestrutíveis; a matéria resulta ser continua e descontinua; e energia e matéria são, simplesmente, aspectos diferentes do mesmo fenômeno.

Os cientistas, assim como os leigos, tiveram que repensar sua definição de realidade para incorporar o fato de que o que parece ser irreconciliável pode, na verdade, reconciliar-se.

O físico Niels Bohr chama a isso o princípio de "complementaridade", o qual estabelece que a energia deve ser descrita como partículas e como ondas. 

Cada descrição é correta mas só parcialmente correta, e ambas são necessárias para uma imagem completa da realidade. O próprio Bohr sugeriu com frequência que o conceito de complementaridade seria útil fora do campo da física. Provou certamente sua utilidade para expressar as grandes verdades espirituais de todas as idades. Somente por paradoxo os grandes mestres espirituais foram capazes de transmitir suas profundas intuições sobre a natureza intima das coisas. Disse Jesus que os primeiros serão os últimos e os últimos os primeiros, e que só perdendo a vida ela será salva. 



Lao Tzu escreveu:
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás cheio.
Gasta-te, e permanecerás novo.

As Bruxas usam o princípio de complementaridade, ou polaridade, tal como se manifesta em cargas positivas e negativas. Sabemos que a carga em qualquer coisa pode ser alterada. Nada é fixo. Todos os objetos, estados de ânimo e estados mentais têm pólos positivos e negativos, à semelhança daqueles circuitos elétricos entre os quais a energia passa.

Muitos sortilégios nada mais são do que a transferência de energias positivas e negativas dirigidas pela consciência. Estamos simplesmente trabalhando com as leis da natureza do modo mais intenso e profundo.
É estimulante saber que a energia vital flui num contínuo entre pólos opostos e que nunca nos detemos em qualquer ponto do continuo. Temos o poder de avançar ou recuar, converter o ódio em amor, o medo em coragem, a dúvida em fé. Aprendendo a "caminhar em equilíbrio" como dizem os índios americanos, podemos impedir que nossas vidas sejam dominadas por qualquer extremo. 

Com o tempo, passamos a reconhecer o ponto médio entre extremos, a centrarmo-nos e equilbrar-nos. In medio virtus, diz um antigo provérbio romano, e a palavra latina virtus significa força, vigor. O centro é uma posição forte porque contém ambos os pólos. E onde vivenciamos a reconciliação de forças opostas, e a reconciliação é a porta para se vivenciar a unicidade com todas as coisas. Nada é mais forte do que isso.

Fonte: Cabot, Laurie. 
O poder da Bruxa. 
(meu primeiro livro de bruxaria, 
acho que comprei quando tinha 12 anos 
- a edição é de 1990). 



Trabalhar com os extremos pode ser considerado hoje, pelos bons costumes, um transtorno. Alguém que vai de zero a cem em segundos não pode ser considerada uma pessoa dentro das normalidades. Mas o fato é que sempre foi assim, só existe a felicidade por que existe a tristeza. A Lei dos opostos é tão básica quanto a própria existência. Vivemos em constante harmonia/desarmonia/harmonia/desarmonia. E está tudo bem. Aceitar isso faz a gente se sentir normal e mais humano. Ótimo!
A pergunta que me faço é:Jessica, você sabe fazer as polaridades se fundirem para transforma-las no tão buscado equilíbrio? Essa eu sei, sim! É o movimento. Experimente pegar o símbolo do yin e yang e colocá-lo para girar, o que você verá? Uma forma única, concisa e coesa. A fundição. Essa é a chave, movimento, energia. Quem não tem energia, ou libido, ou tesão, ou chame como você quiser, está morto. Feliz dia das Bruxas para mim, para que eu lembre de que sou uma delas, que estava apenas um pouco adormecida, que eu tenho minha turma, meus protetores, meus mestres, meu divino eu. E essa é a minha prece de hoje.

28 de outubro de 2025

Diziam que

o grotesco vem de gruta, a casa do Nero. O que eles viram em 1500? 

O que chegou a influenciar a pintura? Tinha algo sobre deslocamento, tirar da história, deixar desaparecer os registros.

Jailton questionou o que estava de pé em Roma em 1450 e afirmou que muitos dizem que 

"toda boa arte deveria ser outsider". 


O que é ser outsider?


Curioso,  Arcimbold é contemporâneo a DaVinci, talvez seja por isso que eu gostei ainda mais. Particularmente achei extravagante, confesso que eu gosto de monstros, sempre gostei. 

Vejo monstros em todos os lugares, talvez por isso não tenho medo deles, ao passo que a vida só me mostra o contrário. 

Talvez o fato de ter muita coragem tenha sempre me colocado ao lado do perigo. Talvez..

"Eu rio na cara do perigo" já dizia pequeno Simba.

Mas uma coisa é bem certa, Arcimbold era muito bom em plantar bananeira. 

25 de outubro de 2025

Quando Grande Sertão

 vira uma forma de apaziguar o coração.

Se pudesse, lançaria a todos os ventos que me fizessem esquecer de mim, só por um momento. 
Só por hora, por que as vezes nem Guimarães Rosa salva.

24 de outubro de 2025

perguntas que quero (mas não espero resposta)

 - E pra qual time você torce?

- Você tem irmãos e irmãs?

- Você acredita em Deus, Deusas ou na ciência (ou ambos)?

- Você já plantou uma árvore?

- Você gosta de tomar banho de mar?

- Você já matou alguém?

- Você já cometeu alguma loucura que se orgulha?

- Qual o bairro que você mora?

- Você já se apaixonou?

- Você gosta de comemorar aniversário?

- Você já tomou um ácido?

- O que foi mais legal de fazer em Israel?

- Por que você quer me ensinar krav maga? 

- Sabia que você tem a voz mais sexy do mundo?

(e por ai vai...)