Grande descoberta!
Bruno vendo o meu livro dos símbolos (um símbolo de união entre nós, já que a primeira vez que entrei em sua casa, havia o mesmo livro em sua bancada) aplicou a ferramenta de abrir em uma página aleatória, encontrou o silêncio muito bem representado pelas mãos desse incrível artista, até então desconhecido entre nós.
Passamos um bom tempo interpretando a expressão dessa mulher (ou seria um homem?). Ele acha que ela está em uma plenitude infinita, já eu acho que ela é triste, ou melhor, melancólica.
O fato é que depois dela, encontramos outros grandes desenhos. Maravilhosos, simbólicos, extravagantes, sombrios. Odilon é francês e nasceu em 1840, um dos meus séculos preferidos. Tenho estudado muito autores, filósofos e intelectuais do final do século 19. Me inspiram demais.
Nada mais atual do que essa acima, a qual chamamos de ninja hehe. Ainda não contei mas estamos em meio a uma pandemia mundial e agora todos precisam usar máscaras para sair à rua.
booh!
Enfim, Odilon e Clarice Lispector foram nossos companheiros na noite passada, em que nos reconectamos com nós mesmos. Fizemos alguns acertos e ajustes de relacionamento, o que não é muito comum entre nós, já que toda a nossa relação sempre foi fluída e orgânica. De qualquer forma é muito bom afinar as coisas, alinhar expectativas. Somos um jovem velho casal contemporâneo de quase meia idade em meados do século 21, apaixonados por pessoas sábias e por nós mesmos.
Vida longa ao Odilon, à Clarice, à Jéssica, ao Bruno.