28 de março de 2026

o espectro parafernolhoso

Platão, devo confessar que, a ausência de comentários nesse blog (meu belo lugar midiático cavernoso), não me faz sentir menos invisibilisada quando comparado ao tempo que passei enfeitiçada por um espectro curioso. Em minhas últimas investidas em tentar analisar o complexo amniótico envolto a material genético, digamos que, em plenas condições de sobrevivência no planeta Terra, não se faz indiferente a mim, pelo contrário! Tal "coisa" (vou chamá-lo assim por hora), é em minhas últimas conclusões, uma notória amostra bípede, constituída de todos os artefatos materiais, orgânicos e naturais que um ser mamífero, como eu mesma, possuo. Assim, constituído de consciência elevada, é capaz de articular sons aos quais se habilitou a aprender como as linguagens faladas e também escrita, essa por última sem muito espaço para criações próprias e originais, admito. 

Entretanto, consegue fazer sinapses, e tem uma capacidade gigantesca de parasitar outros seres, criando simulações perfeitas para si mesmo! Que curiosa "coisa" se vê existir, não achas? Contudo, apesar de todo esse corpo pesado que carrega consigo, até meio assim.. parafernolhoso e exagerado, me parece que falta-lhe o recheio. Sabe? Aquele magma incandescente, fluído, líquido, gasoso, rarefeito e colorido que existe comprovadamente em outros seres semelhantes. A minha falta de sorte, Platão, nesse caso em específico, foi ter entrado em contato direto com a "coisa" e por causa de (aqui entra uma NOVA e ENORME LACUNA posta em ordem de prioridade investigativa na minha existência) não sei como, aceitei a "coisa" como um ser dotado de subjetividade, além de tudo o enalteci, glorifiquei, o engrandeci com magnânima importância, um semi-deus praticamente! 

Hora que tola, assim tão abismadamente, me deixei levar, e deixei de ver o que ele realmente se caracterizava de fato: um espectro, sim, um simulacro espelhador de minutos, de momentos, ao passo que conferindo-lhe as duas pernas, podia então, se mover livremente por todo o espaço a que estamos sujeitos a estar, o mais precioso aqui e agora, incluindo aqui o meu espaço. Que coisa! E ainda, não menos importante, a "coisa" espectro simulacro, MESMO não se tendo nada por dentro, foi capaz de se reproduzir.  ...  aqui entra o silêncio agonizante porque não quero dar mais detalhes técnicos sobre isso.

E portanto, meu caro Platones, se não há aqui, leitores das besteiras que me presto a escrever, em nada muda meus sentimentos (é mentira tá) essa tal ausência de comentários, imagina que alguém em 2026, terá a façanha de achar esse endereço, quase que não indexado na rede mundial de computadores, permanecer nele por mais de 2 minutos e, ainda por cima, ler meus textos nada iaizados, um tanto estranhos e por vezes incompreensíveis(?). Não ser vista, me parece algo bem normal no meu contexto humano. E para a fatídica conclusão não menos conclusiva (sabe como é a pessoa aqui né Platãozones) a mais pura verdade é: queria eu não, ter visto a "coisa" também, que tremenda ironia! 

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