25 maio 2026
31 março 2026
28 março 2026
o espectro parafernolhoso
17 março 2026
15 março 2026
14 março 2026
Aliás, hoje é o dia do 𝜋
Parabéns Pi. Tenho certeza que você é especial, sem você uma porção de invenções tecnológicas não aconteceriam. O que é mais curioso 𝜋, é que até mesmo o Google fez homenagem pra ti, só que esqueceu de citar seus feitos, suas conquistas, sua real utilidade. Mais uma vez 𝜋, nos ancoramos em informações e fundamentos rasos, quase vazios, como nós, não é mesmo? Uma pena, mas o que eu posso te dizer? Apenas parabéns pelo seu dia!
Ainda sobre contar os dias, as horas, os minut...
Existe a lei do eterno retorno de Nietzsche que para mim é genial: ele questiona, se a vida fosse uma constante repetição de eventos, um looping eterno de acontecimentos iguais, você se arrependeria de suas decisões passadas e do que você viveu? Você aceitaria viver tudo novamente? E novamente, e novamente, eternamente?
É uma pergunta.
Pense sobre sua resposta.
Se quiser, compartilha aqui comigo.
Talvez nesse momento você comece a fazer mais trilhões de outras perguntas para responder a primeira ali de cima, eu mesma já estou me fazendo, ha algum tempo.
Por exemplo, para se decidir sobre esse assunto, como posso eu medir o estado dos eventos, se foram bons ou ruins, para querer de fato repeti-los eternamente?
Uma das formas, já respondo, é você criar uma régua para medir, certo?
Mas como?
Talvez começando com um filtro simples: quando um instante de vida é bom para você?
Para mim, é quando eu desejo que ele nunca acabe.
E desses instantes eu tive uma porção. Confesso.
09 março 2026
O dia para se comemorar um dia
Nada, nunca, me fez menos sentido do que existir um dia para se comemorar o "dia internacional da mulher", principalmente nesse ano do calendário gregoriano de 2026, ano em que completo 44 anos. Aparentemente o que a história conta, é que esse dia foi criado a partir de diversas lutas feministas, desde meados de fevereiro de 1909, com a finalidade de lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.
Do alto da minha escassa racionalidade, o fato de existir o dia para se comemorar o dia da mulher, não é, ou não deveria ser uma questão para mim, deveria ser como qualquer outro dia do calendário. Não deveria nem mesmo eu dedicar meu tempo e pensamento para refletir sobre ele, que viagem! Mas vejam que ironia, não foi e não é assim que funciona. Esse acontecimento de atravessar a data, principalmente no dia de ontem, em meio a anos complexos em termos de violências (feminicídios, genocídios, estupros coletivos, guerras, entre outros), culminou em grande mal estar dentro de mim, e não somente por que o acho tão sem nexo, sem sentido, sem razão. Provavelmente ele contém algum outro gatilho mais profundo, que me exagerou a dor psíquica.
Confesso que todos os anos anteriores, desde que essa questão surgiu à tona: a de se "comemorar o dia da mulher", sempre fez surgir em mim uma sensação estranha, uma dubiedade, um borbulhar interno, misto de excitação com estranhamento, desconexão, algo de estranho e também desconhecido, do tipo: me felicitavam por esse dia, e eu não sabia o que dizer, sem nem ao menos ressoar um "obrigada" como resposta. Ao passo que sempre ao se aproximar essa data, o mesmo esquema afetivo, emotivo, degradante sentimental vinha à tona. E por que? Me questiono.
Estava eu agindo conforme ao que se era esperado de uma mulher nessa situação: sorrir ou enviar um coraçãozinho como resposta às mensagens? Estava eu sendo sincera com aquela comunicação muitas vezes atravessada por homens e mulheres que apareciam "do nada" para me felicitar? Que estranho eu ter que conviver com tamanha hipocrisia anual, pensava eu. E começava a me questionar o porquê estava sentido tudo aquilo. Se não havia e nunca houve importância alguma para mim, o que seria todo esse pesar de algo que nada era?
Na verdade essa reflexão posta em palavras só ocorreu, realmente, agora, quando consegui vomitar tudo o estava dentro de mim, fermentando. O que me ocorreu nessa instancia da vida foi que, juntei os acontecimentos recentes, tanto os meus pessoais, como os do mundo civilizatório contemporâneo, aos meus estudos atuais, culminando em teorias existencialistas de Sartre, o constante instante do devir de Nietzsche, o niilismo pessimista de Schopenhauer, as profundas e complexas teorias sobre as diferenças de gênero de Simone de Beauvoir, o erotismo de Bataille, as relações de poder sobre os corpos de Foucault, a modernidade líquida de Bauman e as questionáveis construções da linguagem pós-socrática cristã, cartesiana, exclusivista e finita, tão exaltada por Viviane Mosé entre outros grandes filósofos, historiados e pensadores modernos que são meus melhores amigos.
Ufa. Talvez tenha esquecido de mais uma porção deles e outros conceitos que me atravessam o ser diariamente. O fato é que: QUE PORRA é essa em que, homens e mulheres, do alto de suas vidas insignificantes e medíocres, acreditam que se deve parabenizar outro ser, cuja palavra denominada mulher é ao mesmo tempo assassinada, aniquilada, desqualificada, objetificada, subjulgada, escravizada, reduzida a uma mercadoria barata, que se pode manipular à vontade? Simplesmente NÃO FAZ SENTIDO ALGUM! Sério que existe alguém que não vê isso? Acho que me fiz clara, mas caso você que, me leu até aqui, não tenha compreendido a minha linha de raciocínio, pode questionar, abrirei o debate com maior prazer.
Portanto, não me venha com rosa, parabéns, blablabla qualquer. Antes de tomar meu tempo e o seu, pense. Reflita, tente adquirir algo que vejo com tão pouca frequencia nas pessoas, ultimamente, a capacidade de pensar, de imergir dentro de si, de tomar consciência da realidade que o cerca. Sei que é complexo viver dentro da nossa bolha civilizatória nos tempos de hoje, mas penso que se eu não falasse tudo isso ficaria novamente trancado em minha garganta e eu passaria o próximo ano pelo mesmo episódio de nojo e asco de todos os outros anos anteriores.
E aproveito essa janela de oportunidade midiática para AGRADECER imensamente aqueles que permanceram e seguiram suas vidas sem perder seu valoroso tempo em me parabenizar pelo dia mais ridículo de comemorar o dia de ultimamente.
Afinal de contas quem criou o dia dos dias mesmo? Por que há, afinal de contas, essa necessidade de se ter um dia dos dias para se comemorar? Tipo contar o tempo nada mais é que apenas olhar para o tempo que falta, ou o tempo que já passou, e nessa equação falta tudo, falta realidade, falta presença, falta senso de empatia, falta inteligência, falta respeito, falta amor próprio, falta muita coisa.
16 fevereiro 2026
hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos
quem sabe de tudo não fale, quem não sabe nada se cale.
05 fevereiro 2026
Poema para dormir e sonhar (ou nunca mais acordar)
De repente eu me vi inútil,
me vi pequena, me vi
pouca.
De repente,
eu já não era mais suficiente.
Só mais um ser humano
como qualquer outro
que só está aqui nesse planeta pra consumir,
pra comer a terra, a natureza toda
e cagar.
E cagar regras,
cagar ovos,
cagar caquis,
cagar bobagens.
De repente tudo que eu faço é desperdício,
é fútil, é ridículo, é sem sentido.
De repente me fiz em produto
dessa cultura que me fez objeto,
me fez tão objeto.
De repente,
minhas coisas são dispensáveis.
Minha existência só existe na minha cabeça.
Se eu não existisse, não faria a mínima diferença.
De repente, eu sou um nada,
um papel em branco, um vazio estranho.
Um sopro que pode ser tranquilamente dissipado,
sem saudade,
sem tempo,
sem hora,
sem passado,
sem corpo,
sem pudor,
sem saco,
sem estrutura,
sem chão.
De repente, me vi vagando.
Um ser de desperdícios, de consumo,
de gastos, de nada.
De repente me vi morta e pensei que tanto faz.
Minhas lágrimas não são rio,
não vazam para o oceano,
nem ao menos molham as plantas.
De repente me vi em excesso,
me vi sobrando, me vi gordura,
me vi puta, me vi sem mim.
Agora eu vou dormir e,
de repente, eu vou pedir para não mais acordar,
para parar de ocupar o lugar de alguém que
poderia ser.
Perdi a fé no todo,
na coragem, no amor,
no mundo,
nas deusas.
De repente, então,
não mais acordar.
Talvez eu possa, então, começar a existir.
Boa noite, meus amores.
De uma coisa vocês podem ter certeza,
eu as amei. Do maior amor que a minha era possível,
Ana Clara e Catarina,
vocês são o que eu entendo como,
pelo menos, um ponto de Deus
que me fez ao menos sonhar.
15 janeiro 2026
Macaco bugio na rua peroba
Idiota! (mas a entonação é rápida e forte,
em um tom de aspereza sarcástica,
uma piada interna)
Que saudade!
03 janeiro 2026
Psicopata secundária... quem? eu? 👀
Hey, professor shashanim, como assim??
Eplique-se!
Não cabem aqui e agora, preciso de mais tempo refletindo sobre isso.
Para quem quer saber sobre o assunto do video:
